Polícia

Polícia Civil passa a investigar morte de supervisor do CRB como possível execução

Análise de imagens de segurança levantou suspeitas e levou DHPP a descartar, por ora, a hipótese de latrocínio

Por Lucas França com Tribuna Hoje 23/01/2026 12h43 - Atualizado em 23/01/2026 14h25
Polícia Civil passa a investigar morte de supervisor do CRB como possível execução
Joanisson, de 32 anos - Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) passou a tratar como possível execução o homicídio que vitimou Joanisson, de 32 anos, supervisor das categorias de base do Clube de Regatas Brasil (CRB), morto no bairro Santa Lúcia, em Maceió. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que avalia diferentes linhas de apuração, incluindo a possibilidade de crime passional.

Segundo a coordenadora da DHPP, delegada Tacyane Ribeiro, a mudança no rumo da investigação ocorreu após a análise de imagens de câmeras de segurança que registraram uma movimentação considerada suspeita momentos antes do crime.

De acordo com a delegada, uma mulher aparece nas imagens por volta das 6h01, permanecendo escondida nas proximidades. Poucos minutos depois, quando a vítima passa pelo local, ela passa a acompanhá-lo. Em seguida, Joanisson é atacado por um homem, que foge logo após a ação. Nenhum objeto foi levado, o que reforça a hipótese de homicídio direcionado.

“A atitude registrada nas imagens chama atenção. Diante do que foi analisado até agora, o caso está sendo tratado como homicídio, possivelmente uma execução”, afirmou a delegada.

A Polícia Civil informou que a divulgação das imagens tem como objetivo obter a colaboração da população para identificar o autor do crime e esclarecer a motivação. As equipes seguem realizando diligências, ouvindo testemunhas e coletando novos registros de câmeras da região.

Joanisson foi morto enquanto aguardava uma van para seguir ao Centro de Treinamento do CRB, onde trabalhava. Ele morreu ainda no local. Até o momento, nenhum suspeito foi identificado.

Conforme a delegada, familiares da vítima informaram que Joanisson não tinha conflitos conhecidos nem histórico criminal, sendo descrito como uma pessoa tranquila e querida. Apesar disso, a polícia reforça que nenhuma linha de investigação está descartada.

“As investigações seguem em andamento e todas as hipóteses estão sendo consideradas, inclusive a de crime passional, mas não podemos divulgar mais detalhes neste momento para não comprometer o trabalho policial”, explicou Tacyane Ribeiro.

Em nota oficial, o Clube de Regatas Brasil lamentou profundamente a morte do profissional, que atuava há cinco anos no clube. A diretoria destacou a relevância do trabalho desenvolvido por Johanisson na formação esportiva e humana de jovens atletas, além de sua contribuição para conquistas importantes das categorias de base.

O clube ressaltou ainda que Johanisson era reconhecido pelo comprometimento, espírito coletivo e boa relação com atletas, colegas e colaboradores, e informou que acompanha atentamente os desdobramentos das investigações conduzidas pelas autoridades.

A Polícia Civil solicita que qualquer informação que possa contribuir para a identificação dos envolvidos seja repassada de forma anônima às autoridades.